segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O MUNDO CRIATIVO DA NATAÇÃO

A Bahia tem uma saga muito forte nessa questão de piscinas. Enterraram alguma caveira de burro em algum lugar e a coisa ficou complicada. Vejam, por exemplo, a atual situação das piscinas de Salvador: nesses dois anos, Salvador perdeu suas três piscinas olímpicas: primeiramente, foi-se a piscina da Associação Atlética da Bahia, afim de que se construísse um condomínio e um clube anexo. No lugar surgirá uma simples piscina de 25 metros. Depois, foi a vez da piscina do Yacth Clube da Bahia. Ela já tinha problemas no que se refere as suas dimensões (49.10 ou 49.90), fato comprovado antes de se iniciar uma das etapas de um campeonato brasileiro. Mais recentemente, em outra intervenção, transformaram-na praticamente numa piscina de recreação, aliás, nesse aspecto, muito bonita. Por fim, foi para baixo da terra, devidamente entulhada, a grande piscina da Fonte Nova, atendendo segundo falam, às exigências da FIFA que não “permite” que em estádios construídos visando a Copa do Mundo de Futebol, haja outros equipamentos esportivos senão o próprio campo de futebol. Uma tremenda balela e um egocentrismo descomunal. Fosse ainda ao tempo de João Havelange que foi nadador do Fluminense do Rio de Janeiro, temos certeza que não se pensaria dessa forma, muito pelo contrário, far-se-iam estádios poli-valentes como forma de ajudar os esportes tidos como amadores.
Enquanto isto acontece de relação ao Brasil, como também de relação à África do Sul onde a exigência se fez sentir, quando se realizam os campeonatos mundiais em países europeus, os estádios locais são apenas reformados, pintados de novo e são mantidos todos os equipamentos extras por acaso existentes. Os seus governos não aceitam essa exigência descabida. Nem se fala nisto! Vá fazer a Copa em outro lugar!
Ainda no caso da Fonte Nova há um detalhe que poucos perceberam. Se for para não ter outros equipamentos esportivos, não custa lembrar que o Dique do Tororó faz parte do complexo esportivo da Fonte Nova. Pelo menos, quando se construiu o Estádio Otavio Mangabeira, fez-se o Ginásio Antônio Balbino e por fim a piscina Juracy Magalhães, homenageando três grandes governadores de nosso Estado, falava-se pela imprensa que o Dique do Tororó seria uma raia de remo ou pelo menos de caiaque. Em assim sendo, é aconselhável esconder esse detalhe da FIFA. Ela poderá querer mais espaço para estacionamento. Por sinal, a esse respeito, já se noticia que há um déficit de estacionamento segundo previsões. Um perigo!

Mas, voltando às nossas ex-piscinas olímpicas, a extinção da então existente na Fonte Nova foi a que mais causou estragos à nossa natação. Nela treinava o Clube Olímpico de Natação que tem na presidência a ex-nadadora Sandra Figueiredo, filha de Walter Figueiredo e irmã de Sérgio, atual presidente da Federação Baiana de Desportos Aquáticos. Como se sabe, o referido clube acaba de pedir afastamento por dois anos da Federação. Seus técnicos foram todos embora para outros clubes e colégios. Uma pena!

Mas, queríamos dar uma sugestão à nadadora-presidente do Clube Olímpico de Natação: porque não treinar no mar? No mar? Sim, no mar Sandra. Foi o que fez Roberto Macedo no Pôço em Itapagipe.


Perau do Pôço



Onde você faria a sua piscina/mar? Vamos de logo assim chamá-la, ou “piscimar. Talvez fique melhor.

Temos duas sugestões: Praia da Preguiça ou Praia do Unhão. A primeira é uma bacia tranqüila. Nela treinaram Liberato de Matos e Mary Gonçalves e toda a turma da Preguiça.


Praia da Preguiça ou Bacia da Preguiça - Belíssima imagem Google Earth

A segunda é também um lugar maravilhoso. Poderia ser em frente às ruínas de um ex-forte que ali existia.


Unhão - Belíssima imagem Google Earth

Mas Roberto só fez algumas raias! Não tem como dar volta, diria Sandra. Concordo Sandra. Você faria algo mais apurado. Não é difícil! Já foi feito uma vez no século passado, por volta de 1940/1950. Manoel Gantois, diretor de natação e pólo-aquático do Santa Cruz àquela época, montou uma estrutura formada por dois blocos flutuantes distantes um do outro cerca de 30 metros e realizou no local algumas provas de natação e uma partida de pólo-aquático entre o próprio Santa Cruz e o São Salvador. Deram-se voltas normalmente nas provas de natação e em seguida prenderam-se as duas traves para o jogo de pólo-aquático. Mais ainda: tudo isto foi realizado à noite. Aonde? Na Enseada do São Joaquim. Ainda não tinha a feira que era em Água de Meninos, como também não existia o prédio que foi da Petrobrás e hoje é um colégio. Um sucesso! Grande público. Autoridades presentes. Foram recebidas na sub-sede do São Salvador que existia no local. Pouca gente sabe disto, mas é verdade, tanto no que se refere ao “piscimar” armado quanto de relação ao imóvel do Alviverde no São Joaquim.

Tem mais, não faltarão empresas que lhe dará apoio. Fica a sugestão!


Nenhum comentário:

Postar um comentário